A transparência na prestação de serviços públicos é um direito do cidadão e uma exigência que está sendo tratada com rigor na Câmara Municipal. Na última terça-feira (4), a Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Limpa GYN avançou em mais uma etapa crucial na fiscalização do contrato de coleta e destinação de lixo em Goiânia.
Sob a presidência do vereador Welton Lemos, a comissão iniciou a análise minuciosa de uma grande quantidade de documentos requeridos pela equipe de investigação. O objetivo é claro: garantir que o Consórcio Limpa GYN esteja cumprindo todas as exigências contratuais firmadas com a prefeitura.
O Risco do “Olhômetro”: Falta de Balanças na Coleta de Recicláveis
Um dos pontos de maior atenção levantados durante a sessão foi a metodologia de cobrança do material reciclável repassado pelo consórcio. Atualmente, a medição tem sido feita de forma visual — por estimativa de volume —, sem o uso de uma balança aferida que registre o peso exato.
A CEI alertou que esse método impreciso abre brechas gravíssimas para pagamentos indevidos por tonelada, o que pode resultar em prejuízos diretos aos cofres públicos da capital.
Para corrigir essa distorção, a comissão ratificou o Requerimento nº 010, que exige medidas urgentes do secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda.
Transparência e Responsabilidade com o Dinheiro Público
O documento aprovado determina a implantação imediata de um sistema de pesagem certificado. Além disso, a comissão solicita uma verificação detalhada para avaliar a necessidade de estorno de valores que possam ter sido pagos de forma inadequada à empresa.
O presidente da CEI reforçou que não haverá espaço para dúvidas durante o processo investigativo:
“É fundamental que cada dado seja analisado de forma criteriosa, para que o trabalho seja realizado com transparência e responsabilidade.” — declarou o vereador Welton Lemos, garantindo que todas as demandas apresentadas pela comissão sejam sanadas.
Próximos Passos e Prazos
O rigor da fiscalização já tem data para apresentar os primeiros retornos. O secretário municipal de Infraestrutura tem um prazo de cinco dias úteis para enviar à CEI um cronograma oficial detalhando as medidas que serão adotadas para corrigir o problema de aferição.
A população goianiense espera respostas, e a Câmara Municipal, através do trabalho ativo dos seus parlamentares, segue acompanhando de perto o destino dos recursos da cidade.
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